Morte e Assunção de Maria Santíssima ao Céu.

Registra o evangelho que Nosso Senhor confiou a Virgem Santíssima ao discípulo predileto; e a tradição acrescenta que São João cuidou dela com piedade filial até sua morte.

Nos últimos anos de sua vida, assim reza uma lenda, os apóstolos, de volta de países distantes, encontravam-se reunidos. Jesus apareceu também junto de sua Mãe, que morria, e recolheu seu último suspiro.

Entretanto, São Tomé, um dos apóstolos, não pudera assistir à morte de Maria e receber sua última benção. Penetrado de dor e de sentimento por ter sido privado dessa ventura, suplicou que se abrisse o túmulo a fim de que pudesse contempla-la pela última vez. Abriram-no, com efeito; mas — o prodígio — o sepulcro estava vazio. Fecharam-no de novo, convictos de que o Senhor tinha recebido no céu o corpo imaculado de sua Mãe.

Não por causa dessa e de outras antiquissimas lendas, mas por razões teológicas, a Igreja sempre acreditou que Maria fora elevada ao céu de corpo e alma. A festa da Assumção é das mais antigas na Igreja. No Ano Santo de 1950, o Papa Pio XII proclamou dogma de fé que a Imaculada Virgem, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial. Pouco depois, o mesmo Papa proclamou Maria Rainha do Universo.